O interfone tocou. A bola já estava na marca do pênalti.

O interfone tocou. A bola já estava na marca do pênalti. De repente, apertar um botão virou uma decisão que ninguém na sala quer assinar.
O aparelho toca de novo. A TV mostra o cobrador ajeitando a bola. E o dedo fica parado no ar, como se o botão tivesse pedido revisão no VAR.
As fases da crise doméstica
O botão não tem culpa, mas vai explicar isso para a torcida
Atender antes da cobrança parece interferência externa. Atender depois do gol ou da defesa vira prova de que a estratégia estava certa desde o começo.
No fim, era só alguém do lado de fora querendo falar com alguém do lado de dentro. Mas pênalti do próprio time não é momento para lógica. É momento para ficar quieto, apertar a almofada e esperar a bola parar.
Quase tudo pode esperar 30 segundos. O interfone, infelizmente, não recebeu o aviso.
Essa resenha tem endereço?
Manda para quem decreta silêncio absoluto até a bola parar.
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